O grau de miopia do seu filho aumentou novamente? Além de corrigir a visão com óculos, é possível avaliar o risco de progressão e considerar medidas para tentar desacelerá-la. Cada criança precisa de um plano próprio, acompanhado ao longo do crescimento.
Marque uma consulta se a criança passou a ter dificuldade para enxergar a lousa, aproxima muito os objetos para ver, recebeu diagnóstico recente de miopia ou apresentou aumento do grau entre consultas. Também vale conversar com o oftalmologista quando há pais míopes, mesmo que a criança ainda não reclame da visão.
Pré-miopia não significa “um grau fraco de miopia”. A criança ainda não é míope, mas alguns achados do exame, considerados junto com a idade e outros fatores, indicam maior chance de desenvolver miopia. Ela pode enxergar bem e não apresentar sintomas. Por isso, a avaliação não depende apenas do que a criança percebe no dia a dia.
A miopia costuma surgir ou aumentar durante a infância e a adolescência. Quanto maior o grau alcançado ao longo da vida, maior o risco de algumas alterações oculares no futuro. O objetivo do acompanhamento é corrigir a visão, observar sua evolução e discutir medidas adequadas para reduzir a velocidade de progressão. Nenhum tratamento garante que o grau pare de aumentar.
A consulta reúne informações sobre idade, histórico familiar, atividades ao ar livre, rotina de leitura e telas, uso de óculos e evolução do grau. O exame oftalmológico pode incluir a medida da refração com dilatação das pupilas e, quando indicada e disponível, a medida do comprimento axial do olho. Exames anteriores ajudam a comparar a evolução. A frequência dos retornos é definida conforme cada caso.
A melhor opção varia de criança para criança. Em alguns casos, a conduta inicial é acompanhar e orientar hábitos; em outros, pode ser indicado um tratamento específico. A decisão é tomada com a família após a avaliação.
Incentivar atividades ao ar livre faz parte dos cuidados com a saúde visual da criança e pode ajudar a reduzir o risco de aparecimento da miopia. Também conversamos sobre hábitos de leitura, pausas e uma rotina visual equilibrada.
Algumas lentes de óculos foram desenvolvidas para o controle da progressão da miopia. A escolha depende da avaliação, da idade e das necessidades da criança.
Existem lentes gelatinosas com desenhos específicos e lentes de ortoceratologia, usadas durante o sono para modificar temporariamente a curvatura da córnea. Sua indicação exige exame, adaptação, orientação de higiene e acompanhamento.
Em situações selecionadas, o oftalmologista pode considerar esse tratamento e discutir benefícios, efeitos adversos e acompanhamento com a família.
Seu filho recebeu diagnóstico de miopia ou o grau aumentou? Uma avaliação permite entender o caso e discutir as opções adequadas à idade e à rotina dele.
Dedico minha carreira à oftalmologia clínica e cirúrgica, com atenção especial à córnea, ao ceratocone, ao olho seco e às lentes de contato especiais.
Minha trajetória acompanha a evolução da medicina e das novas tecnologias, sempre preservando aquilo que considero indispensável: escuta, atenção e um cuidado pensado de forma individual para cada paciente.
Minha formação começou na Universidade Federal de Juiz de Fora e seguiu por importantes instituições do país, com residência em Oftalmologia no Serviço do Professor Paiva Gonçalves e fellowship na Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro. Mais tarde, concluí MBA em Gestão em Oftalmologia pela UNIFESP e PhD em Medicina pela Universidade de São Paulo USP.
Minha trajetória na oftalmologia também se estende à atuação institucional, com participação ativa em entidades e iniciativas importantes para a especialidade, no Brasil e internacionalmente.
Fui Presidente da SOBLEC (Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria) no biênio 2020/2021 e integro o corpo clínico do Hospital CDOP, onde realizo cirurgias.
Também exerço liderança em entidades voltadas ao estudo da refração e controle da miopia, sendo atual Presidente da ABRACMO (Academia Brasileira de Controle da Miopia e Ortoceratologia) e Presidente Global do IMCLC (International Medical Contact Lens Council).
Exames complementares podem ser realizados no mesmo local, conforme a necessidade e a disponibilidade. Fica no térreo, na Av. Pres. Getúlio Vargas, Água Verde, com fácil acesso, estacionamento próximo e total acessibilidade para sua comodidade.
Atendo particular e pelos convênios abaixo.
* Alguns procedimentos, como a adaptação de lentes especiais, podem não ter cobertura. Informamos antes da consulta.
Sim. Algumas crianças com maior risco ainda enxergam bem. A avaliação considera o exame e a história da criança, além dos sintomas.
Os óculos comuns corrigem a visão, mas não são, por si só, um tratamento de controle da progressão. Há desenhos específicos de lentes que podem ser considerados para essa finalidade.
Não. Seu efeito sobre a curvatura da córnea é temporário, e ela pode ser uma opção de controle da progressão em crianças selecionadas. Exige adaptação adequada e acompanhamento regular.
Não. As intervenções buscam reduzir a velocidade de progressão, mas a resposta varia. Por isso, os retornos são parte do cuidado.
Sim, são 29 convênios, além do atendimento particular. Veja a lista na seção de convênios ou confirme seu plano pelo WhatsApp.